Giro de Notícias: esquema de documentos médicos falsos é descoberto, operações contra fraudes na Previdência executadas e Seguro-Defeso com vulnerabilidades no sistema

Mercado de venda de documentos médicos falsos é descoberto nas redes sociais

Uma reportagem publicada pelo Portal G1 revelou a existência de um mercado ilegal de compra e venda de atestados e receitas médicas falsas, movimentado principalmente por meio de redes sociais como o Telegram.

Nesse esquema, dados reais de médicos são utilizados sem o conhecimento dos profissionais, segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM). Os valores cobrados variam de R$ 30,00 por uma receita branca até R$ 70,00 por uma receita azul “vitalícia”.

Os criminosos ainda orientam os compradores sobre como imprimir os documentos e recomendam o uso de farmácias menores para reduzir o risco de detecção.

Em sete anos, esse mercado cresceu cerca de 20 vezes, e alguns grupos no Telegram já reúnem mais de seis mil participantes.

A ANVISA, em conjunto com o CFM, busca implementar tecnologias de rastreabilidade e emissão de códigos para coibir fraudes. No entanto, o processo ainda enfrenta burocracias e entraves judiciais.


Força-tarefa desarticula fraudes previdenciárias em 11 estados

Uma operação conjunta do Ministério da Previdência Social com a Polícia Federal resultou em uma economia de mais de R$ 16 milhões aos cofres públicos.

Foram identificadas fraudes envolvendo salário-maternidade, auxílio-reclusão e aposentadorias especiais, com o uso de documentos falsos e cadastros irregulares.

As ações ocorreram em 10 estados (Maranhão, Amazonas, Espírito Santo, Goiás, Pernambuco, São Paulo, Minas Gerais, Ceará, Bahia, Rio Grande do Sul) e no Distrito Federal.


Fraudes no Seguro-Defeso revelam vulnerabilidades no sistema

Uma reportagem do UOL trouxe à tona irregularidades no Seguro-Defeso, programa que em 2023 custou R$ 5,9 bilhões aos cofres públicos.

Segundo o Tribunal de Contas da União (TCU), 49 mil supostos pescadores estão registrados em 43 municípios do Maranhão e do Pará, mas não produzem pescado. Em 2024, 25 mil deles receberam benefícios indevidamente.

Em algumas localidades, praticamente toda a população adulta aparece como beneficiária, mesmo com produção média inferior a 2 kg de peixe por pessoa.

A Associação Nacional dos Peritos Médicos Federais (ANMP) já alertava desde 2016 sobre esse tipo de fraude, destacando também riscos semelhantes em programas como o Atestmed e o auxílio-doença, devido à ausência de perícia presencial.

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